
A luz do sol entrava pela janela e batia diretamente em meu rosto. A noite fora tão turbulenta que sequer lembrei-me de fechar as cortinas. Olhei o relógio na parede, eram 5: 37 am; preciosas horas de sono ainda me aguardavam. Levantei rapidamente no intuito de não perdê-las. Cortinas fechadas, olhei-me no espelho. Rosto inchado e olheiras profundas acentuavam meu desgaste.
Olhando a cama de casal, na qual dormi, notei a ausência de Fernando.
Apressadamente me dirigi à estante onde estavam meus óculos. Ao colocá-los vi, logo abaixo, um envelope do qual não me recordava. Com o coração disparado, por ver aquelas letras garranchosas endereçando-me à carta, e com os olhos cheios d’água, peguei-a enquanto lágrimas rolavam temerosas pelo seu conteúdo. Vacilei em abri-la, mas a preocupação por Fernando mostrou-se mais forte.
Em letras de difícil compreensão, as quais tinha me acostumado, pude ler:
“Sou fraco por não conseguir encarar-te e falar, olhando-te nos olhos, tudo que escrevi. Mas, dentre todas as formas que pensei, esta é a menos dolorosa, e mais egoísta, que encontrei de dizer…”
Amigo!!!!!!!!!!!!!!
Tu é meu ídolooooooooooo
Te adoro!!!
Mél Déls vini
como tu escreve bem
fico besta sempre que leio oq tu escreve
Relendo, admito, estou vidrada!