coffee and cigarettes

você tem meia hora pra mudar a minha vida.

Na cama. Julho 23, 2009

Arquivado em: [sem título] — edgeof7thfloor @ 8:56 pm

     “Falar sobre sexo? Hummmm… que complexo. São tantos gêneros, formas, números. Sexo hétero; gera bebês. Sexo gay; gera prazeres. Sexo lésbico; gera… dedos? Nossa, quantos dedos. Prefiro não citá-lo.

     Sexo, mais especificamente, o gay. Como poderíamos explicar? Como explicaríamos algo no qual não dominamos a prática? Mesmo com toda teoria em mente. Beijar, tirar a roupa, pegar n… foco. Que tal um exemplo? Mas qual exatidão de detalhes daria a devida credibilidade? Já sei! Deixarei-o no mundo das libidinosas entrelinhas. Onde apenas mentes promíscuas o suficiente são capazes de adentrar… Não. Assim envergonharei o sangue sádico a pulsar em minhas veias. O sofrer remete ao prazer. E o prazer… ESPERE! Isto é algo sexual. É um começo. Rápido… papel, caneta. Agora, comece o texto… você consegue.”

     Chegando ao Motel, fomos direto ao quarto. Começamos a… 

- MOTEL? Não, não, não, não… Nada disso. Não me desvalorize. Sou um rapaz de família. E não sou tão fácil assim. Tudo bem Fernando me levar ao Motel. Não há problemas. Só não me faça parecer um praticante assíduo de sexo. Se é para escrever, escreva direito. Quero meu devido valor. Não me faça vir aqui novamente dar o mesmo recado. Pode continuar. E NÃO SEJA MUITO EXPLÍCITO!

[devaneios aleatórios - parte 1]

 

- Não quer tirar a camisa? – este tipo de ordem envolta em gentiliza era impossível de rejeitar. – Ajudaria a ficar mais confortável. – e vulnerável. Não levando em conta a vulnerabilidade devido ao elevado teor alcóolico.

     Claro que quero tirar a camisa. Não apenas a camisa. Como a calç… pare. Estes pensamentos eróticos  já nos colocaram em péssimas situações.

- Não, estou com um pouco de frio. – frio? – HAHAHAHAHHA! – mentira mal contada mais gargalhada histérica; igual a mentira detectada. Maldita vodka. – Desculpe.

- Vem. – ao menos ele riu. – Eu te ajudo. – não. Não ajude. Prefiro continuar vestid… agora é tarde. – Assim está melhor.

     Pronto. Quarto de motel, cama, Fernando, eu, camisa no chão, isso não acabará bem. Acabará maravilhosamente bem. Calma… controle estas mãos, Fernando. Controle-as. Tente não colocá-las em mim com estas intenções. Afaste-se. Tente não respirar tão perto. Tente não me bei… beijar assim. Não… não tire sua camisa. Nossa, que corpo. Só para mim? Por favor, não deite sobre mim. Evite este encontro de corpos! Os batimentos harmoniosos do coração. O calor de nossas respirações sincronizadas. Quanto calor. O suor em nossos corpos funcionava como cola; impedindo nosso afastamento. O que mais poderia faltar?

     Então, veio o olhar. O olhar capaz de enxergar. Verdadeiramente enxergar. Penetrar onde apenas a vodka é capaz de ir. Capaz de embriagar. Escavar sentimentos. Entretanto, este olhar, apenas olhava. Não desejava sentimentos profundos, desejava-me. Fotografava cada centímetro de meu corpo neste momento. Conseguia me enxergar.

- Algum problema? – constrangimento modo on. Envolvi-me tanto neste momento, em aproveitar cada segundo, que não notei. Era como se mente e corpo fossem independentes. Desempenhando funções contraditórias, nas quais não podia interferir.  Meus braços, cruzados em volta de meu corpo, queriam protegê-lo, enquanto minha mente, independente do tempo, mostrava-me cenas de prazeres futuros.

- Nada. É só que…. – melhor não começar o assunto. – nada.

- Fale. Vai deixar a intimidade de nossos corpos ser maior que a de nossos pensamentos? – quanta beleza em palavras tão simples. Era difícil de acreditar que ele não as tivesse decorado de um livro.

- Seu olhar… – abaixei os olhos. Rosto quente. Vergonha aparente. Termine a frase.- …consegue me enxergar. Não enxergar, enxergar de ver. Enxergar quem eu sou. Minha alma. Não alma, alma. Mas consegue me enxergar. Não que esteja dizendo que você é cego ou… – CALE-SE. NÃO PIORE AS COISAS. – Calei a boca.

- HAHAHAHAHAHA. – por isto Amanda não parou de conversar com você. Sua risada é deliciosa. – Desculpe. Mas vê-lo envergonhado é incrível. As maças de seu rosto ficam coradas. Suas orelhas… HAHAHAHAHAH. – ótimo. Foi-se a seriedade do momento graças a suas explicações essenciais. – Você – mudou o olhar. – não gosta de quando te olho? – a mutação deste olhar era incrível. Fixando-o em meus olhos era capaz de ler pensamentos. – Desculpe. - tirando meus braços da posição de defesa no qual se encontravam, Fernando deitou a cabeça em meu peito.

- Não… não é isto. - aproximei sua cabeça da minha. Nossa respiração, novamente, tornou-se uma. Sorrimos. De sua testa escorria uma gota de suor. – É que nunca fui olhado desta maneira. – nunca me olhei desta maneira. Direcionei para a gota em sua testa o olhar mais intenso que pude. Intenso como os direcionados a mim por Fernando. Observei seu movimento, sua trajetória. Senti-me um idiota. – Não sei como interagir quando sou olhado assim. – não sei olhar com intensidade algo repugnante como uma gota de suor. Quanto mais interagir com toda esta potencia ocular.

- Se nunca lhe olharam desta maneira, nunca lhe enxergaram de verdade. Assim consigo enxergar sua alma. – de onde ele tirava estas palavras? Sinto-me como o personagem de um livro de romance piégas. Nenhum ser vivo diria estas palavras tão apaixonantes em tal momento. Deveriam ser decoradas de algum filme. – Agora venha. Deixe-me senti-lo.

     Nos beijamos em um beijo que não parecia ter fim. Nos beijamos em um beijo que conectou minha mente e meu corpo. Agora ambas tinham o mesmo desejo. A mesma dúvida. Queriam retardar o fim. Queriam acelerar o fim. Queriam mais… queriam mais… conseguiram mais.

 

5 Responses to “Na cama.”

  1. T!baH Says:

    momento /modepensamentosdeputa on
    shuasuhuashuashuashuas

    adoro

  2. T!baH Says:

    do começo ao fim…

  3. Maria Reis Says:

    encantada, você sabe!

  4. Ricardo Says:

    very hot!

  5. Raisa Says:

    Divinamente hot!


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