coffee and cigarettes

você tem meia hora pra mudar a minha vida.

Pausa Para o Intervalo. Julho 27, 2009

Arquivado em: [intervalo] — edgeof7thfloor @ 2:42 am

      Fechei o caderno. Estava decretada a pausa para o intervalo. Esta estória me cansa. Thales, Fernando, Leo, Amanda, vodcas, cigarros, sexo, parques… muitas informações. Agora eu quem preciso de um cigarro.

- PAUSA? Como assim, tempo para descanso? - quê? Estou só em casa. – Você acha que eu tenho descanso? – Será que…

- Mãe? É a senhora? – silêncio… Deve ser coisa da minha cabeça.

- Coisa da sua cabeça? HAHAHAHAA!

- Claro! Como não percebi que era você? – como sou idiota.

- Concordo. Muito idiota. – você é irritante. – É que sou mais bonito ao vivo.

- Você é diferente de como imaginei. – pausa para uma análise detalhada. – Seu cabelo não é cacheado. É liso e muito escuro. Você é mais baixo e gordo do que pensei. – a expressão de espanto é a mesma que imaginei. – Já os olhos, – cor de mel. – a pele, – clara. – a barba rente. Tudo é como imaginei.

- EIIIII… – quanto escândalo. – Não me chame de baixinho e gordinho. Isso é puro charme. Sou bem mais bonito ao vivo.

 - Esqueci a parte do convenido. – você é muito. – Vem… vamos ao terraço. Preciso fumar. Ser você nos papéis me cansa.

- CANSA? – foi comprovado. Ele é mais escandaloso ao vivo que nos papéis.

- Você é confuso, indeciso, intenso, irritante. Além de tudo escandaloso. As vezes cansa ser você. – e é verdade mesmo. Não adianta fazer esta cara de surpreso. – Assim que te vejo. Não vai sentar?

- É o jeito. – mesmo a contra-gosto você senta. Esta é a graça ser o criador. – Não pense que não tenho vontade própria. Vai fumar? Também quero.

- Ótimo! Minha obra-prima é um fumante. – mesmo a contra-gosto dei um de meus cigarros. Esta é a desvantagem de ser o criador.

- Viu? Tenho vontade própria. – rindo acendeu o cigarro. Fumantes…

- Já consigo imaginar sua morte por câncer de pulmão. – fiz aquele movimento. Como se criasse uma tela em minha frente e nela pudesse ver as cenas acontecendo.

- Não quero conhecer minha morte, obrigado. Tenho muito para viver. – quem te garante? Risada maligna.

- Você fuma como um idiota. Nunca entendi este seu jeito.

- É que…

- “…fico tentando encontrar figuras na fumaça.” Já sei. Esqueceu que eu fiz você fazer isto? – personagem mais idiota.

- Não… não esqueci. – esqueceu sim. – Também não esquecerei de reclamar por eu não saber olhar nuvens. Culpa sua.

- Vem aqui. – acendi o cigarro e aproximei sua cadeira da minha. – Vou lhe ensinar… Está vendo aquela nuvem ali? – apontei para algo com uma forma de chapéu mexicano. – O que você enxerga?

- Hummmm… – fechei os olhos. Tive medo da resposta. – Um cachorro?

- CACHORRO? – este grito não foi intencional. Mas como é possível confundir um chapéu com um cachorro. – Você é louco? – eu que devo ser por tentar ensiná-lo. – Aquilo é um chapéu mexicano.

- Desculpe se não tenho talentos para a coisa. A culpa é sua. - e é mesmo. – E a propósito, chama-se sombrero.

- Não morei 2 anos no México. Não sou obrigado a saber.

- Muito menos eu. Morei dois anos em Barcelona. Barcelona, Espanha, Europa. México, porção meridional da América do Norte - droga. Perdi esta rodada. Maldita Wikipedia. – Já esqueceu? Você me fez voltar ao BraZil. Não sei se por diversão ou para escrever um livro. Ou se pelos dois motivos.

- MINHA CULPA? – grito número dois. Talvez seja contagioso. - Culpa sua e de Fernando. Ou prefere voltar e ficar com Pablo? Se preferir faço você voltar agora. – claro que não faria isso. Não conseguiria escrever uma estória assim. – Quer? – ameaçar dá uma boa segurança. Isso mesmo.

- Não. Agora estou readaptado. E estou bem com Fernando… – mal sabe você. HAHAHAHAH.- Estamos bem, não?

- Claro que sim. – ironia mode on. – Por hora.

- COMO? EU JURO: se você fizer algo em meu relacionamento com Fernando R… – legal este efeito do vento na fumaça. Dá uns movimentos circulares bem interessantes. – … o lhe desprezará pelo resto da vida.

- Certo. – isso tem alguma forma? Não enxergo nada. Ele é louco mesmo.

- O que você está fazendo? – não está claro? – Parece um idiota.

- É esta a cara que você faz quando está fazendo o mesmo que eu. Observando as formas na fumaça. Acertou em chamar de idiota. – venci esta rodada. - Fume o cigarro. Ele está acabando.

- Esqueci. – eu sei. Foi proposital.

- Ahhh, esqueci de dizer. Você tem concorrências com Fernando. Todos o querem. E alguns querem o Leo também, inclusive eu.

- Pode ficar com Leo. Apresento-o se você quiser. Mas, Fernando… nunca me trocará por nenhum deles, ou delas. Certo? – não sei disto. – É bom dizer às suas amigas – e amigos. – …e amigos, obrigado, que ele tem dono.

- E dona. – mal sabe você.

- Como?  - fui escutado. Mas falei tão baixo. Maldita conexão entre escritor e personagem. Pensarei mais baixo da próxim… Não jogue o cigarro no chão. O cinzeiro existe para isto. – O que você disse sobre Fernando?

- Nada. – a fumaça do cigarro se extinguindo no cinzeiro era o necessário para acabar a conversa. – O cigarro acabou. Preciso entrar e ter novas ideias para seu futuro. Até mais. – levantei e aindei em direção à sala.

- Certo. – virei-me. Ele ainda estava lá. Sentado na cadeira. Escondido atrás da pouca fumaça de cigarro. Observando-a como sempre. – Não transforme minha vida em um inferno. Sei onde você mora. E é com você que falarei.

- Confie em mim. Mesmo sofrendo você… – melhor não mentir. Ele sabe onde moro. – Confie em mim. – era o melhor a ser dito. Balence a cabeça, aumenta a credibilidade.

- Tudo bem. – sorriu-me. – Confiarei em você. – finalmente. Voltei aliviado ao quarto. Preciso escrevo.

- Melhor não demorar a voltar, Thales. – seria melhor adverti-lo. Parei antes de entrar na casa. – Fernando já acorda, e se você não… – olhando cadeira vi, ele não estava mais lá. Em seu lugar, apenas os resquícios da fumaça. Seriam estes os tipos de imagem que ele costumava enxergar.

     Bem… preciso mesmo voltar ao trabalho.

 

5 Responses to “Pausa Para o Intervalo.”

  1. T!baH Says:

    me lembrou a penseria do Dumbie *-*

  2. Ricardo Says:

    esse foi confuso de entender! :P

  3. Raisa Says:

    “me lembrou a penseria do Dumbie *-*” oskpsksokspoksposk, aegunda coisa que pensei. Para quê sentido!?

  4. Daura Says:

    Original, mas completamente maluco…

  5. leo Says:

    Botou pra fuder, vini! Da foto ao texto…
    ei, tu ja tem o livro todo pronto? pode me mandar pra eu ler?


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