coffee and cigarettes

você tem meia hora pra mudar a minha vida.

[Um Ano Depois] Setembro 5, 2009

Arquivado em: [passado], [sem título] — edgeof7thfloor @ 6:22 pm

- E assim completamos um ano. – e assim acabei mais uma dose de vodka. Preciso de outra, antes de passar o efeito e o desabafo parar.

- De namoro.

- Namoro? Não tinhamos um relacionamento, que dirá um namoro. Era algo sem nome, mas bom o suficiente para não querermos definir. Estávamos, exclusivamente, juntos. Mas, escondidos. Ninguém sabia sobre nós.

- Por quê? – tem certeza que você é médico e não analista?

- Ele sempre quis o máximo de descrição possível. Só dizia que era o jeito dele. Visitas à loja de cd’s. Tardes em bares. Conversas, cervejas… alguns poucos beijos escondidos. E cigarros, muitos cigarros. Eu sempre era passivo. Como fumante, claro. Não na cama. Na cama eu… – CALE A BOCA. Você está passando vergonha. Assumir a preferência na cama logo no primeiro encontro? Não faz isso comigo, vodka.

- HAHAHAHAHHA… – meu Deus. Estou me envergonhando tanto. – Desculpe… prometo me controlar e não rir.

- Eu que peço desculpas. Falando coisas sem sentido. – é bom se controlar da próxima vez.

- Foi então que vocês decidiram morar juntos? – mais um gole de vinho. Será que médicos têm uma maior resistência a álcool? Quantas taças já foram? Duas, seis… sete. Sete taças.

- SETE?

- Sete? – DROGA. PARE DE VERBALIZAR PENSAMENTO. Você é louco? E onde você enxergou sete taças? Têm apenas cinco na mesa. A mesma quantidade de doses de vodca que você bebeu. IDIOTA. Enfim… – Você está bem? – estou fazendo papel de idiota? Não agora, não agora. Você está falando sobre dez anos de sua vida que nunca foram desabafados. Não perca o foco agora. Por favor. – Prefere mudar o assunto?

- Não. – TRAC… ótimo. Você conseguiu chamar atenção em um dos melhores restaurantes da cidade. Lembre-se de nunca mais bater os talheres no prato. Nunca mais.. – Desculpe.

- Já podemos ir embora se quis…

- No dia que completamos um ano planejei acabar. Um ano, e permanecíamos da mesma forma que começamos, como amigos que se beijam. Isto não me agradava… não mais…

[em produção]

 

Acordando. Agosto 9, 2009

Arquivado em: Uncategorized — edgeof7thfloor @ 4:12 pm

 

[em produção]

 

Stop Com Beatles Song Agosto 2, 2009

Arquivado em: [aviso] — edgeof7thfloor @ 4:18 pm

Por motivos de tempo, ou falta dele, a frequencia de postagens no blog será diminuida. Especificamente devido à faculdade. Todavia, pretendo postar, ao menos, 1 vez por semana. E os posts mais antigos, até o mês de maio, serão re-editados. Neste post serão divulgados os posts, assim que finalizada a edição.

[Nem tudo sai da forma como planejamos. Sem escrever desde este post. Tentar recuperar o ritimo. Medo de ter eprdido a prática. Dai-me forças, teclado.]  06/09/2009

 

Conversas, Cervejas, Beijos. Julho 30, 2009

Arquivado em: [passado], [sem título] — edgeof7thfloor @ 5:08 pm

- Quer dizer que você tem 15 aninhos? – gargalhadas polvilhadas com sarcasmo. Por me proporcionar esta experiência inesquecível, dedico meus sentimentos à cerveja. Na verdade, 5 cervejas… Tudo bem, tudo bem. Foram 12, assumo.

Temendo a capacidade de embriaguês de bebidas fermentadas, deixei todas as 12 por conta de Leo. Enquanto acompanhado por uma dose de vodka com limão, ria dos sintomas de sua bebedeira. Ao mesmo tempo que rezava pela minha sobriedade. Por isto o limão. Para disfarçar o gosto forte do álcool. Não que isto me mantivesse sóbrio. Apenas ajudaria com as ânsias. Dia quente, bebida forte. Não queria vômitos celebrando o fim da tarde.

- Sim, 15 anos. – malditos sejam os que inferiorizam os adolescentes por sua idade. – E você? 20 e quanto? – senhor mais velho. Mais perto da invalidez, esterilidade. Mais perto da morte. RÁ!

- 20? Tenho 17 . – 17? Rindo da minha idade com toda esta diferença de dois anos?

- Qual o motivo da graça se temos praticamente a mesma idade? – Não culpe o rapaz encantador, não culpe o rapaz bonito e encantador. Culpe a cerveja.

- Desculpe. Mas você é tão novinho. Tenho medo que se apaixone por mim. – e quanta prepotência estes dois anos acrescentaram em sua personalidade… Ou será que foi a cerveja? Ao menos a barba era devido à idade, não ao álcool.

- Eu? Thales? – quem mais seria? – Apaixonado? Por você? – mais uma dose de vodka e eu concordaria. – Nos conhecemos hoje rapaz. Você nem sabe se sou gay. – será que sou tão pintoso assim? Culpa das malditas bonecas na infância. – Mais uma dose de vodka, por favor. Preciso beber para não conc… – …ordar. – rir.

- Não precisa ficar envergonhado. – bebeu a cerveja. Das duas uma; ou o copo hesitava ir em direção à sua boca, ou ele não estava mais em condições de levá-lo ao local certo. Parte da cerveja escorria em seu ombro. – É fácil ficar apaixonado por mim. – não se todos o verem vesgo como vejo. – Você não seria o primeiro. – Sorriu entre espumas de cerveja. Apenas o primeiro a vê-lo assim e se apaixonar.

- Acho que preciso ir. – acho? O dia, transformado em noite, gritava-me esta necessidade.

- JÁ? – não precisa cuspir tanto. – Ainda estamos na décima cerveja.

- Décima segunda. – correção.

- Décima segunda, que seja. Então, por que ir agora? Está cedo. Ainda são oito horas. – cedo para você.

- Não posso chegar tarde em casa. Minha… – prepare-se para a gargalhada. – minha… – respire fundo. Feche os olhos, talvez ajude. – mãe brigaria comigo… – ótimo. Você acaba de destruir qualquer oportunidade de beijar esta linda boca rosada. – Gostaria de ficar, mas já estou bastante atrás… – oi? Com… Não interessa. Apenas o beije.

………………………………………………… Mente vazia modo on ………………………………………

- Não é bom você deixar sua mãe preocupada. Vá logo. – ……. – Vou beber mais uma e também vou. Estou cansado e um pouco bêbado. – incrível. Demorei alguns segundos para recobrar a noção dos pensamentos. Foi tão inusitado. Tão romântico. Tão sexy. Além de, momentaneamente, separar-me de meus pensamentos. – Diga a sua mãe que quero conhecê-la. Saber quem é a mulher capaz de afastá-lo de meus encantos. – também queria conhecê-la. A mãe que conhecia não era capaz disto.

- Direi a ela. – minha mãe era a última pessoa em quem queria pensar agora… Inspira. Expira. Inspira. Expira. Ins…

- Você não precisa ir?

- Estou indo. Só estava descansando porque perdi o… – cale a boca. Não precisa dizer que perdeu o fôlego com o beijo. Levante. – Estou indo. – agora ande. – Estou indo. Até mais.

- Esqueceu seu vinil de Elvis e o cd de Britney. Ou foi deixado de propósito como uma desculpa para me ver? – sorria, foi engraçado. Calma. Ande. Pegue a sacola. Cuidado para não balançá-la muito com sua tremedeira. Sorria novamente. Volte ao… – Vem aqui. – obrigado por segurar meu braço. Agora saberia de minha tremedeira. – Quero um beijo de despedida. – ………….. mesno efeito calmante e esvaziador de pensamentos. – Passe lá na loja amanhã. Largo no mesmo horário.

- Ok. – nos veríamos amanhã. Era um encontro. Sentiria este beijo novamente.

- Não. – não? Como assim? Não nos beijariam… – Você não parece gay. – claro que era isso. Afinal, ele não lia pensamentos… Espero. – Eu que estou bêbado o suficiente para insinuar isto. Desde que nos encontramos na loja estou te paquerando. Você não correspondia. Tive que arriscar… – sorri. – Agora vá. Não quero que a bronca que você levará de sua mãe seja tema de nossa conversa amanhã.

- Ok.

- Cinco horas. Não se atrase. – claro que não me atrasarei.

- Não se preocupe. Estarei lá. – andei.

A única lembrança de nosso beijo era o gosto de cerveja em meus lábios. Até que bebidas fermentadas não são tão ruins.

 

Pausa Para o Intervalo. Julho 27, 2009

Arquivado em: [intervalo] — edgeof7thfloor @ 2:42 am

      Fechei o caderno. Estava decretada a pausa para o intervalo. Esta estória me cansa. Thales, Fernando, Leo, Amanda, vodcas, cigarros, sexo, parques… muitas informações. Agora eu quem preciso de um cigarro.

- PAUSA? Como assim, tempo para descanso? - quê? Estou só em casa. – Você acha que eu tenho descanso? – Será que…

- Mãe? É a senhora? – silêncio… Deve ser coisa da minha cabeça.

- Coisa da sua cabeça? HAHAHAHAA!

- Claro! Como não percebi que era você? – como sou idiota.

- Concordo. Muito idiota. – você é irritante. – É que sou mais bonito ao vivo.

- Você é diferente de como imaginei. – pausa para uma análise detalhada. – Seu cabelo não é cacheado. É liso e muito escuro. Você é mais baixo e gordo do que pensei. – a expressão de espanto é a mesma que imaginei. – Já os olhos, – cor de mel. – a pele, – clara. – a barba rente. Tudo é como imaginei.

- EIIIII… – quanto escândalo. – Não me chame de baixinho e gordinho. Isso é puro charme. Sou bem mais bonito ao vivo.

 - Esqueci a parte do convenido. – você é muito. – Vem… vamos ao terraço. Preciso fumar. Ser você nos papéis me cansa.

- CANSA? – foi comprovado. Ele é mais escandaloso ao vivo que nos papéis.

- Você é confuso, indeciso, intenso, irritante. Além de tudo escandaloso. As vezes cansa ser você. – e é verdade mesmo. Não adianta fazer esta cara de surpreso. – Assim que te vejo. Não vai sentar?

- É o jeito. – mesmo a contra-gosto você senta. Esta é a graça ser o criador. – Não pense que não tenho vontade própria. Vai fumar? Também quero.

- Ótimo! Minha obra-prima é um fumante. – mesmo a contra-gosto dei um de meus cigarros. Esta é a desvantagem de ser o criador.

- Viu? Tenho vontade própria. – rindo acendeu o cigarro. Fumantes…

- Já consigo imaginar sua morte por câncer de pulmão. – fiz aquele movimento. Como se criasse uma tela em minha frente e nela pudesse ver as cenas acontecendo.

- Não quero conhecer minha morte, obrigado. Tenho muito para viver. – quem te garante? Risada maligna.

- Você fuma como um idiota. Nunca entendi este seu jeito.

- É que…

- “…fico tentando encontrar figuras na fumaça.” Já sei. Esqueceu que eu fiz você fazer isto? – personagem mais idiota.

- Não… não esqueci. – esqueceu sim. – Também não esquecerei de reclamar por eu não saber olhar nuvens. Culpa sua.

- Vem aqui. – acendi o cigarro e aproximei sua cadeira da minha. – Vou lhe ensinar… Está vendo aquela nuvem ali? – apontei para algo com uma forma de chapéu mexicano. – O que você enxerga?

- Hummmm… – fechei os olhos. Tive medo da resposta. – Um cachorro?

- CACHORRO? – este grito não foi intencional. Mas como é possível confundir um chapéu com um cachorro. – Você é louco? – eu que devo ser por tentar ensiná-lo. – Aquilo é um chapéu mexicano.

- Desculpe se não tenho talentos para a coisa. A culpa é sua. - e é mesmo. – E a propósito, chama-se sombrero.

- Não morei 2 anos no México. Não sou obrigado a saber.

- Muito menos eu. Morei dois anos em Barcelona. Barcelona, Espanha, Europa. México, porção meridional da América do Norte - droga. Perdi esta rodada. Maldita Wikipedia. – Já esqueceu? Você me fez voltar ao BraZil. Não sei se por diversão ou para escrever um livro. Ou se pelos dois motivos.

- MINHA CULPA? – grito número dois. Talvez seja contagioso. - Culpa sua e de Fernando. Ou prefere voltar e ficar com Pablo? Se preferir faço você voltar agora. – claro que não faria isso. Não conseguiria escrever uma estória assim. – Quer? – ameaçar dá uma boa segurança. Isso mesmo.

- Não. Agora estou readaptado. E estou bem com Fernando… – mal sabe você. HAHAHAHAH.- Estamos bem, não?

- Claro que sim. – ironia mode on. – Por hora.

- COMO? EU JURO: se você fizer algo em meu relacionamento com Fernando R… – legal este efeito do vento na fumaça. Dá uns movimentos circulares bem interessantes. – … o lhe desprezará pelo resto da vida.

- Certo. – isso tem alguma forma? Não enxergo nada. Ele é louco mesmo.

- O que você está fazendo? – não está claro? – Parece um idiota.

- É esta a cara que você faz quando está fazendo o mesmo que eu. Observando as formas na fumaça. Acertou em chamar de idiota. – venci esta rodada. - Fume o cigarro. Ele está acabando.

- Esqueci. – eu sei. Foi proposital.

- Ahhh, esqueci de dizer. Você tem concorrências com Fernando. Todos o querem. E alguns querem o Leo também, inclusive eu.

- Pode ficar com Leo. Apresento-o se você quiser. Mas, Fernando… nunca me trocará por nenhum deles, ou delas. Certo? – não sei disto. – É bom dizer às suas amigas – e amigos. – …e amigos, obrigado, que ele tem dono.

- E dona. – mal sabe você.

- Como?  - fui escutado. Mas falei tão baixo. Maldita conexão entre escritor e personagem. Pensarei mais baixo da próxim… Não jogue o cigarro no chão. O cinzeiro existe para isto. – O que você disse sobre Fernando?

- Nada. – a fumaça do cigarro se extinguindo no cinzeiro era o necessário para acabar a conversa. – O cigarro acabou. Preciso entrar e ter novas ideias para seu futuro. Até mais. – levantei e aindei em direção à sala.

- Certo. – virei-me. Ele ainda estava lá. Sentado na cadeira. Escondido atrás da pouca fumaça de cigarro. Observando-a como sempre. – Não transforme minha vida em um inferno. Sei onde você mora. E é com você que falarei.

- Confie em mim. Mesmo sofrendo você… – melhor não mentir. Ele sabe onde moro. – Confie em mim. – era o melhor a ser dito. Balence a cabeça, aumenta a credibilidade.

- Tudo bem. – sorriu-me. – Confiarei em você. – finalmente. Voltei aliviado ao quarto. Preciso escrevo.

- Melhor não demorar a voltar, Thales. – seria melhor adverti-lo. Parei antes de entrar na casa. – Fernando já acorda, e se você não… – olhando cadeira vi, ele não estava mais lá. Em seu lugar, apenas os resquícios da fumaça. Seriam estes os tipos de imagem que ele costumava enxergar.

     Bem… preciso mesmo voltar ao trabalho.